segunda-feira, abril 08, 2013

Superando a Depressão

Inaugurei meu novo espaço na Internet hoje, e ele se chama ''Superando a Depressão''. Todo mundo já percebeu que o Facebook é o espaço virtual onde a grande massa está concentrada, por isso minha decisão de investir lá e não criar outro blog.

A missão é conscientizar mentes e preparar pessoas para encontrar a felicidade, sabendo que a depressão é uma doença sem cura e o mal do século (para contestar que vamos muito mal em qualidade de vida). Eu já precisei de ajuda e agora vou passar tudo o que aprendi para quem necessita.

Curta a página, sem divulgação/público meu trabalho vai ser inútil. Vamos prosperar!


*ATUALIZAÇÃO 09/04


quarta-feira, março 27, 2013

Querida Páscoa, onde está seu real SIGNIFICADO?

Da série ''Não dá pra não mostrar''

''A páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a sua crucificação. É comum em todas as igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada através de Eucaristia, porém o domingo de páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição, a festa da vida. ''

Apresento a vocês, leitores do Rua das Laranjeiras, o Canal do Otário. A maior e melhor expressão representativa de nossa ESTUPIDEZ viva!! Como o próprio autor, cuja identidade fica sempre preservada — do contrário, já não estaria mais entre nós , se autodefine: ''Sou o pior pesadelo de empresas, pessoas e serviços que promovem propaganda enganosa. ''

Em mais um capítulo da novela ''Gostamos de Ser Trouxas'' a ''vítima'' é o grande comércio popular de chocolate, que ENRIQUECE cada vez mais às nossas custas, de acordo com o nosso dever de comprar.

Se eu não entendi errado, o grande feriado de três dias da Páscoa deveria ser voltado à comemoração pelo renascimento do melhor ser humano que já existiu: Jesus Cristo. Mas não. Ninguém consumiria tantos ovos de Páscoa se fosse para comemorar a ressurreição do grande homem, até porque foi o comércio que plantou isso, virando tradição mesmo sem nenhuma relação com o significado da data.

Agora, mesmo que houvesse significado em comer ovos de páscoa, ninguém deveria estar enchendo o bolso desses caras de tal jeito!



''A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade nos preços. ''

Eu já me liguei. E você? Ainda bem que a liberdade de expressão é um direito.

(Confira meu canal do YouTube aqui.) 

Obrigado, Otário.

terça-feira, março 26, 2013

Análise Fragmental Multiangular e impressões sobre O Bebê de Rosemary — Especial 1 ano de Blog

‘’Qual é seu filme favorito?’’ E quem nunca recebeu uma pergunta difícil como essa, com o interlocutor querendo uma resposta imediata, sem ao menos te dar chance de pensar por muito tempo. Pois é. Foi pensando nisso que o próximo filme que eu assistisse e que me tocasse de um jeito diferente assumiria logo o posto de favorito dentre tantas pérolas do cinema. Que missão difícil!

O Rua das Laranjeiras faz 1 ano de vida e vamos assoprar as velinhas de um jeito especial – de uma forma que eu nunca esperei fazer, só almejei: resenhar um filme favorito, mas uma obra-prima.


Para o gosto popular, O BEBÊ DE ROSEMARY sempre figura nas constantes listas de ‘’Os Melhores Filmes de Terror’’ de toda a história cinematográfica; para a crítica internacional não foi diferente: RUTH GORDON levou o Oscar e o Globo de Ouro; POLANSKI foi indicado para o Oscar por Melhor Roteiro Adaptado; MIA FARROW foi indicada na categoria de Melhor Atriz Estrangeira no prêmio italiano David di Donatello. E, roteiro e trilha sonora (esta última assinada por KRZYSZTOF KOMEDA), não deixaram de receber a devida atenção do Globo. O roteiro, assinado pelo também diretor Roman Polanski (!!), vem do livro de mesmo nome, escrito por Ira Levin em 1967. Isto é pouco na frente do barulho que filme e livro fizeram.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

segunda-feira, março 04, 2013

Hiroshima (às almas das vítimas do bombardeio)

(SUGESTÃO DE ÁUDIO PARA COMPLEMENTAR A LEITURA)


5:30 p.m.

— Esse aqui é um dos últimos caixotes, já eu tô indo pra casa!

Não esquece que amanhã você entra mais cedo, Hiroyuki. Eu não tenho condições de trabalhar sozinho quando o carregamento chegar.

O Sol estava quase se pondo na cidade de Hiroshima. Meiying era uma imigrante chinesa que acabara de conseguir um emprego como secretária numa multinacional e encerrava o expediente no mesmo horário em que seu namorado, Hiroyuki.

Essa é uma daquelas paixões avassaladoras (e verdadeiras), que nunca deixam de impressionar pela falta de pudor no que diz respeito aos limites do sentimento e pelo próprio tempo de aproximação entre as duas pessoas. Só o ataque de uma esgrima seria capaz de partir dois corações que não se afastam de nenhuma maneira, como gêmeos siameses, e a distância nunca é nada.

8:15 p.m.

— Diga-me, meu amor, o que se pode encontrar de mais puro e tenro dentro de você desde que nos conhecemos?

— Meu amor — Hiroyuki ri, agraciado —, eu olho para seus olhos e sinto vibrar-me. E essa vibração indica que você conseguiu alcançar o mais profundo e antes apagado ponto da minha alma. Era secreto, inalcançável, até esquecido, chame-lhe como for, mas agora é seu.

— TODO meu?

— Eu sou todo seu. E nós? Ah, nós somos um só agora.

2:22 a.m.

Longe dali se encontrava o artefato que não só afastaria seus corações, como também os mutilaria penumbrosamente. O Enola Gay, que carregaria alguns tripulantes prontos para soltá-lo em âmbito terrestre em alguns minutos, estava sofrendo os últimos ajustes.

A noite se arrastava longa e morria com o passar das horas. O casal se marginalizava do mundo entorpecendo-se com um filme nostálgico, que lembrava-lhes minúcias do passado tão quanto os unia ainda mais. Um laço de perfeição estética caso fosse físico e material; mas imaterial era aquela maneira de ser e de viver.

8:16 a.m.

A plenos vapores o explosivo de proporções catastróficas foi despejado. Um grito de guerra foi enunciado pela bomba que agora rumava em direção às vidas construídas e desconstruídas lá embaixo.

E, não obstante a sede de sangue em conjunto com a ‘’busca definitiva por paz’’ que exalava, o Little Boy irradiava contaminação, sufocando os que tivessem a certa distância do epicentro da explosão.

*

Fazia-se tarde para os que tivessem arrependidos. Vida extinta no perímetro que antes confortava corações e pessoas; as vidas de Hiroyuki e Meiying se foram junto com doze horas e um minuto.


Mas um sentimento verdadeiro nunca se nega, nem nunca acaba.


‘’Não existe argumento mais forte a favor da paz do que a imagem de Hiroshima devastada. ’’ — Opinião final dos analistas responsáveis por documentar os efeitos do bombardeio (relatórios da década de 40).



Little Boy: nome da bomba nuclear lançada em Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945. 

sexta-feira, março 01, 2013

Impressões sobre Cirque du Soleil: Outros Mundos 3D

Quando um sonho atinge seu potencial máximo emergimos no que passa a ser nossa realidade mais pura. ''Venha sonhar acordado'' é o atual slogan dos espetáculos do melhor e mais conceituado circo acrobático do planeta, o Cirque du Soleil, e eu estava lá para acompanhar o ineditismo de um show circense feito para as telas do cinema em terceira dimensão, sob uma enorme expectativa.
Pôster alternativo aqui.
Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

Mia (Erica Linz), que se vê perdida, talvez buscando um sentido existencial, acaba encontrando o ''Circo Maravilha'' (nome aleatório, que não era o primeiro nome do Cirque du Soleil, como eu pensei  lembro de ter lido por aí que iriam contar a história do Circo...), e lá dentro recebe das mãos de um palhaço de semblante preocupado um cartaz divulgando o Acrobata Aéreo (Igor Zaripov). Ela vai em busca da atração e, lá, acaba mergulhando em realidades submersas, em mundos além do nosso.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Inconspícuo

BASEADO NA OBRA ARTÍSTICA DE CLAIRE FISHER

(SUGESTÃO DE ÁUDIO PARA COMPLEMENTAR A LEITURA)

, uma mulher no cemitério, sentada numa cadeira de praia e bebendo...
, uma mulher bebendo no cemitério e sentada numa cadeira de praia...
, uma mulher sentada numa cadeira de praia...

Bodas de Esmeralda, de Ouro, de Diamante, quem é que chega até elas hoje em dia? O pão esfarela-se e murcha. O favo não resiste e se destroi sob a condição de vazio, já que mel não é mais depositado nele. A vida de um casal que ainda resiste a uma situação não moderna e corriqueira de vida.

(Marta. Mulher rude e grosseira. Alberto. Homem com fraqueza de personalidade. Casados desde muito novos, nem chegaram à velhice e já conseguiram alcançar o temível. E a bebida, sua companheira e válvula de escape. Patrícia Gonzales. Pintora, fotógrafa, expoente da externação do nobre sentimento da alma, cuspida grosseiramente para a Terra suportar. Prestes agora a completar sua coleção de obras expressivas e autorais, buscou num vilarejo afastado a finalização para seu extenso trabalho.)

 Tá caçando o que por essas bandas? Nem tenta, de mim você não tira nada.

A mulher era irredutível, mas, após alguns minutos de lábia se deixou convencer pelo argumento de Patrícia que explicava o sentido daquilo tudo, sob uma condição. Não era mera coincidência o arraste existencial e vívido que Marta protagonizava.

***

Anunciava-se a exposição ‘’Pés. Terra. Existência. ’’, a qual resguardava um espaço com a pintura de Patrícia Gonzales, ‘’Meu Marido e Eu’’, vista com olhos audaciosos por um ladrão que, ambiciosamente, tornara-se curador da mostra já sabendo do que se tratava o trabalho da artista, porém não imaginava que uma atração súbita e absurda iria se despertar internamente no momento em que a visse.

***

Havia um cemitério bastante desorganizado nos arredores do povoado, e foi lá onde Marta pousou para Patrícia. Alberto não estava presente; não estava nem em casa há dias. A condição era que uma lápide para o marido fosse forjada e saísse na pintura, como se ele tivesse inexistente espiritualmente, já que fisicamente não comparecia.

Hernando organizava e cuidava dos mais ínfimos detalhes dias antes da estreia. Na outra ponta, Patrícia pintava o que viria a ser a atração mais intrigante de toda a exposição, e nem pensava em enviar esta à curadoria.

As obras de arte foram chegando e sendo depositadas no interior do museu. Por conta de um relance, Hernando percebeu uma que se destacava...

O que explica a reação e ação do curador quando a vê é o simbolismo do distúrbio da mente louca e complexa  sua performance fora da mente.

***

Finalmente chega o dia evento. Patrícia Gonzales será homenageada pelo seu próprio trabalho exposto, de forma que, de si para si, não há importância maior, emocionalmente falando.

Mas ela parou atônita em frente àquela inesperada obra. Algo estava errado, o marido não estava presente quando ela pintou o quadro...
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