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sexta-feira, março 01, 2013

Impressões sobre Cirque du Soleil: Outros Mundos 3D

Quando um sonho atinge seu potencial máximo emergimos no que passa a ser nossa realidade mais pura. ''Venha sonhar acordado'' é o atual slogan dos espetáculos do melhor e mais conceituado circo acrobático do planeta, o Cirque du Soleil, e eu estava lá para acompanhar o ineditismo de um show circense feito para as telas do cinema em terceira dimensão, sob uma enorme expectativa.
Pôster alternativo aqui.
Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

Mia (Erica Linz), que se vê perdida, talvez buscando um sentido existencial, acaba encontrando o ''Circo Maravilha'' (nome aleatório, que não era o primeiro nome do Cirque du Soleil, como eu pensei  lembro de ter lido por aí que iriam contar a história do Circo...), e lá dentro recebe das mãos de um palhaço de semblante preocupado um cartaz divulgando o Acrobata Aéreo (Igor Zaripov). Ela vai em busca da atração e, lá, acaba mergulhando em realidades submersas, em mundos além do nosso.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Entendendo The Pig Fucking Movie, de Thierry Zeno

Explicar a loucura é arriscar-se a um mergulho na mente do homem insano.
UM FAMIGERADO LONGA, DA CULTURA UNDERGROUND

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

Não viu o filme? BAIXE AQUI.
Gostei do destaque em rosa.

domingo, outubro 21, 2012

Entendendo Visitor Q, de Takashi Miike

Acompanhamos a trajetória de uma desestruturada e bizarra família japonesa em sua ascensão ao orgasmo vitalício (vocês sabem do que eu tô falando).

Enquanto a VISITA, em vez de ‘’X’’, o ‘’Q’’ da Questão.


Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

Não viu o filme? BAIXE AQUI.

segunda-feira, maio 07, 2012

Impressões sobre A Centopeia Humana 2

SERES HUMANOS, COITADOS

Porque se você achou a Centopeia 1 forte, não sabe o que te espera com a continuação.
As atrocidades são maiores e mais crueis.


Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste blog.

Não viu o filme? BAIXE AQUI.

domingo, abril 08, 2012

Impressões sobre Cisne Negro

Post inaugural pra falas de cinema aqui no RDL, pessoal!

Usando o pouco que sei da sétima arte, dissertarei sobre minhas percepções, o que senti assistindo ao filme de referência e alguns outros detalhes técnicos.

Lembro novamente: este texto é totalmente pessoal; mas isso não impede você de comentar ou sugerir, dando a sua opinião acerca do assunto.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste blog. 


 
Muito se ouviu falar de Cisne Negro, que praticamente trouxe consigo milhares de fãs, sem contar as premiações a que foi indicado e as que recebeu, em suma.

Do mesmo diretor do perturbador Réquiem para Um Sonho, Darren Aronofsky nos extasia com sua nova – que eu considero – obra-prima.

Natalie Portman vive Nina, bailarina da companhia que quer remontar o clássico Lago dos Cisnes. Manipulada pela mãe superprotetora – desde a primeira cena, percebemos o quanto a personagem é infantilizada e meiga ao extremo de uma criança – e em busca da perfeição na dança. Escolhida para interpretar a Rainha Cisne da peça original de Tchaikovsky, teria de viver os dois lados da moeda: bem e mal; pureza e sedução; cisnes branco e negro.


Você fica tão vidrado naquilo que, perdido, pergunta-se: ‘’o que tá acontecendo com ela??’’. Algo notável é o balanço e – o que eu chamo de – agito, vibração da câmera, principalmente nas cenas de dança. É isso que impulsiona nossa entrada para dentro do universo de Cisne Negro, juntamente com a fantástica trilha sonora, que conta com uma nova montagem do balé do Tchai, magnificamente nos afligindo e deixando-nos tensos à espera de não sei o quê. 

A parte clichê fica para os sustos, que são previsíveis. O desenrolar dos acontecimentos se dá lentamente enquanto estamos lá, afortunados por poder acompanhar Nina em seu surto psicótico. Lacunas serão preenchidas de acordo com o seu entendimento do filme.

Li por aí que a transformação de BRANCO pra NEGRO, no ato final, entrou pra história do cinema como um dos momentos mais belos. Não tiro nem ponho!

Aquele que ARRANCA da sua boca: ''é por isso que eu amo cinema. Essa obra beira a perfeição!''.
Assistir e querer de novo é fato.


domingo, março 18, 2012

Resenha crítica: Capítulo XII - O Mundo Coberto de Penas

Vidas Secas, livro lançado originalmente no Brasil em 1938 (composto por dezenas de páginas, distribuídas por treze capítulos), foi escrito pelo romancista Graciliano Ramos e polemizou ao descrever a situação do povo nordestino em sua mais sincera e exata realidade: mazelas desmascaradas publicamente. A 2ª fase do Modernismo, chamada de regionalista, era o momento literário predominante na época. Uma das mais importantes obras da literatura brasileira até hoje.

Tratando diretamente do prenúncio de chegada da seca, tendo como sinal claro e direto as arribações, o capítulo exalta, alternadamente, as virtudes de Sinhá Vitória, que dos personagens adultos da obra, era a única com algo de valor: sua capacidade de calcular – neste caso, o quanto Fabiano deveria receber de seu patrão, contestando, assim, a falta de moralismo e honestidade do mesmo. E a capacidade perceptiva que possuía. Possivelmente, Sinhá Vitória é a personagem que mais tem tempo para pensar/raciocinar dentre todos, pois enquanto Fabiano trabalha o dia todo e dorme à noite, ela permanece em casa cuidando dos afazeres domésticos – e somente; os filhos não são educados, sabendo-se que há um distanciamento enorme entre cada membro da família, sendo eles somente repreendidos quando preciso, e quando não também – por isso conseguia atestar verdades. (Destaca-se a apreensão inteligente da personagem Sinhá Vitória, que percebe que os urubus matavam o gado, e fala para Fabiano, que o entende erroneamente; mais tarde é que vai perceber que, indiretamente, os gados morriam pelas ‘’mãos’’ das arribações (temos aqui mais uma prova da sabedoria dela).

Onde Fabiano também tem lembranças amargas da cachorra Baleia, e, portanto, algumas visões (e previsões, com base no próprio conhecimento de causa) realistas do futuro – ele sabe que logo terá de partir com a família em busca de um novo lugar para viver e se reconstituir; chama Vitória para tomar em conjunto algumas decisões, tentando aprontar o máximo possível de abastecimento nutritivo – aproveitando, inclusive, os urubus que havia matado.

Em certo ponto do capítulo, pensa infeliz no soldado amarelo. Temos aqui um claro e grandioso ponto de conformidade por parte do personagem, onde aceita novamente que seja pisado e humilhado, afinal é só um cabra, um bicho, não um homem de verdade.

Graciliano Ramos expõe os sertanejos de forma cruel, direta e objetiva. Até mesmo porque a realidade em que vivem não permite que seja de outra forma; a linguagem é seca, escassa, como a terra em que habitam.

A intenção pode ter sido estabelecer o caos, ou apenas dar continuidade à história (mesmo sendo de enredo não-linear), mas a verdade é que acabou por transportar ao leitor sensações estranhas: entre melancolia e aflição, somos submetidos ao mais frio cárcere emocional. Chega a ser impossível não visualizar pássaros mortos esvoaçando e penas espalhadas pelo chão da caatinga; estrebuchando, enquanto ficam à mercê da morte. Apático.
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