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segunda-feira, abril 22, 2013

Impressões sobre Edward Mãos de Tesoura


Uma criatura não terminada, metade humana/metade robô, vive sozinha na penumbra de um castelo assombrado. Quando sai de lá, sofre grandes transformações enfrentando suas consequências.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

terça-feira, março 26, 2013

Análise Fragmental Multiangular e impressões sobre O Bebê de Rosemary — Especial 1 ano de Blog

‘’Qual é seu filme favorito?’’ E quem nunca recebeu uma pergunta difícil como essa, com o interlocutor querendo uma resposta imediata, sem ao menos te dar chance de pensar por muito tempo. Pois é. Foi pensando nisso que o próximo filme que eu assistisse e que me tocasse de um jeito diferente assumiria logo o posto de favorito dentre tantas pérolas do cinema. Que missão difícil!

O Rua das Laranjeiras faz 1 ano de vida e vamos assoprar as velinhas de um jeito especial – de uma forma que eu nunca esperei fazer, só almejei: resenhar um filme favorito, mas uma obra-prima.


Para o gosto popular, O BEBÊ DE ROSEMARY sempre figura nas constantes listas de ‘’Os Melhores Filmes de Terror’’ de toda a história cinematográfica; para a crítica internacional não foi diferente: RUTH GORDON levou o Oscar e o Globo de Ouro; POLANSKI foi indicado para o Oscar por Melhor Roteiro Adaptado; MIA FARROW foi indicada na categoria de Melhor Atriz Estrangeira no prêmio italiano David di Donatello. E, roteiro e trilha sonora (esta última assinada por KRZYSZTOF KOMEDA), não deixaram de receber a devida atenção do Globo. O roteiro, assinado pelo também diretor Roman Polanski (!!), vem do livro de mesmo nome, escrito por Ira Levin em 1967. Isto é pouco na frente do barulho que filme e livro fizeram.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

sexta-feira, março 01, 2013

Impressões sobre Cirque du Soleil: Outros Mundos 3D

Quando um sonho atinge seu potencial máximo emergimos no que passa a ser nossa realidade mais pura. ''Venha sonhar acordado'' é o atual slogan dos espetáculos do melhor e mais conceituado circo acrobático do planeta, o Cirque du Soleil, e eu estava lá para acompanhar o ineditismo de um show circense feito para as telas do cinema em terceira dimensão, sob uma enorme expectativa.
Pôster alternativo aqui.
Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.

Mia (Erica Linz), que se vê perdida, talvez buscando um sentido existencial, acaba encontrando o ''Circo Maravilha'' (nome aleatório, que não era o primeiro nome do Cirque du Soleil, como eu pensei  lembro de ter lido por aí que iriam contar a história do Circo...), e lá dentro recebe das mãos de um palhaço de semblante preocupado um cartaz divulgando o Acrobata Aéreo (Igor Zaripov). Ela vai em busca da atração e, lá, acaba mergulhando em realidades submersas, em mundos além do nosso.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Especial ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO: O Signo da Cidade

A primeira vez foi no dia 25/01/11 e, de lá para cá, assisto sem periodicidade, além de todo dia 25 de janeiro. Eu procurava algo que tivesse São Paulo como personagem mostrando os habitantes e seus caminhos, e encontrei. Incrível como a cada a vez eu percebo mais detalhes que deixei passar; é como se eu ficasse em estado inebriante, paradoxalmente deixando coisas passarem despercebidas à minha atenção.



A astróloga Teca dá consultorias ao vivo num programa de rádio e aos poucos vai percebendo que existe uma conexão entre todas as pessoas da Cidade. As histórias se entrelaçam, os destinos são traçados e ela descobre o que aconteceu no seu passado, ao mesmo tempo em que o socorro aos outros não pode parar.

Já virou tradição. Em todo aniversário de São Paulo eu coloco o filme pra reproduzir e me faço feliz.



– (...)Eu tava andando na rua e aí eu vi aquele casal. Os dois juntos, felizes, junto com outro, e aquilo foi me dando um nó, sabe? Foi me dando uma agonia. Parece que todo mundo tá feliz, menos eu. Me dá raiva, entende?
– Um amigo meu me disse uma frase do Nelson Mandela que diz que você não é amado porque você é bom, mas você é bom porque você é amado.
– Eu nunca fui amada... não mesmo. Eu tô muito, eu tô... Eu tô tão sozinha.
– Mas de alguma maneira, Valquíria, a gente tá interligado com os outros. Tá todo mundo conectado, ninguém tá sozinho... mesmo quando a gente acha que não pertence... mesmo quando cê não tem a quem recorrer.
Todo mundo precisa de todo mundo. A gente precisa mais um do outro do que a gente imagina. Um gesto, às vezes um simples gesto, mesmo anônimo, faz uma enorme diferença.

O TEMPO É NUBLADO NA CIDADE DE SÃO PAULO...

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Entendendo The Pig Fucking Movie, de Thierry Zeno

Explicar a loucura é arriscar-se a um mergulho na mente do homem insano.
UM FAMIGERADO LONGA, DA CULTURA UNDERGROUND

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Não viu o filme? BAIXE AQUI.
Gostei do destaque em rosa.

domingo, outubro 21, 2012

Entendendo Visitor Q, de Takashi Miike

Acompanhamos a trajetória de uma desestruturada e bizarra família japonesa em sua ascensão ao orgasmo vitalício (vocês sabem do que eu tô falando).

Enquanto a VISITA, em vez de ‘’X’’, o ‘’Q’’ da Questão.


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Não viu o filme? BAIXE AQUI.

quarta-feira, outubro 10, 2012

Primeira Análise Fragmental Multiangular: ''O Sétimo Selo''

Ingmar Bergman, Suécia, 1957
Um novo modo, aqui no Blog, de interpretar cinema.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.


(Personagens principais)
Antonius Block — Max von Sydow
A Morte  Bengt Ekerot 
Jof  —  Nils Poppe
Jons — Gunnar Björnstrand
Mia — Bibi Andersson
Jonas Skat — Erik Strandmark

O cavaleiro que volta das cruzadas (séc. XIV, Idade Média, era apocalíptica) e narra uma passagem do livro de Apocalipse. Presenciara a peste culminando em suas batalhas e, por isso, sua fé em Deus se encontra abalada.


É preciso contextualizar a obra. Transcrevo abaixo o momento em que São João, após ser arrebatado em espírito aos céus, presencia a abertura do livro selado com sete selos (Apocalipse 8:1):

A abertura do sétimo selo. Os sete anjos com as sete trombetas; as quatro primeiras
  1.  E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
  2. E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.
  3. E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.
  4. E o fumo de incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.
  5. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos.(...)
 Como se vê, a abertura do sétimo selo é o alicerce para o início da destruição.


A Morte surge para levá-lo, mas o cavaleiro não está espiritualmente preparado, portanto propõe-lhe uma partida de xadrez, como forma de decidir seu destino – ou o de sua vida. (Há pausas na partida para resolver contratempos que a Morte concede a seu adversário e potencial escolhido.)


Somos então apresentados aos atores que montam e encenam espetáculos para uma plateia não muito contribuinte (‘’Acho que eles não gostam de arte’’).


Jof é um visionário, e importa seu dom por vermos que é o único capaz de presenciar os vislumbres resultantes da catástrofe.

A Igreja interrompe com a crucificação de indivíduos com a peste, sob o argumento de que são as causadoras, estão cometendo pecados que as levarão ao juízo final, sem direitos sobre o arrebatamento.

Não somente, estes achavam que Deus estava punindo-os pelos seus pecados, por isso se autoflagelavam. A influência da Igreja é clara e direta.


– O cavaleiro e seu vassalo ficam amigos dos artistas e os convidam para seguir viagem, pois a peste ruma para o sul, e é em Elsinore que acontecerá um festival do qual os segundos querem participar.

– Os atores observam, escondidos e atônitos, o jogo entre Antonius Block e a Morte e, apavorados, decidem fugir daquilo que seria seu fatal destino – pois mais tarde a Morte levaria todos os outros consigo, numa dança macabra (sem surpresa). Dödsdansen.


Questões acerca de O Sétimo Selo
  • Religião; ideais religiosos e sua ausência;
  • Crença na ação da Morte;
  • Juízo final;
  • Existência divina;
  • Que importância tem os seres humanos para Deus.

Tendo como foco a ação da Morte, as Escrituras Sagradas estão em jogo para justificar a causa do male que se abate contra aquela população, portanto, a ira de Deus (questão principal).

Mas, Det Sjunde Inseglet (no seu original), vai além, partindo para questões existenciais e culturais:

Existenciais — nossas ações na Terra: o que fazemos (ou não), e isso agrada a Deus?
Culturais  pois ‘’eles não gostam de arte’’ e o conhecimento que se tem da Bíblia.

Ao final, ficam-nos reflexões como: a ação e o juízo que a morte faz da humanidade; quais são os critérios que ela, como detentora majoritária da vida, usa (se é que usa) para escolher suas próximas ‘’vítimas’’?

Se arrastarmos a questão para a vida, questionaremo-nos se a realidade confunde-se com a ficção (e/ou até que ponto isto acontece) – pessoas de todas as idades morrem, por várias circunstâncias e motivos –?

E a morte, pertence estritamente ao lado do mal, uma vez que aqui age sem precedentes, orientação e comando divinos?

Opinião expressa/pessoal: Nunca imaginei escrever sobre um filme como esse. Não é tão complexo quanto eu achava, mas nem por isso vazio de questões. Merece mais que prestígio e consideração.

Pra cima!

segunda-feira, maio 07, 2012

Impressões sobre A Centopeia Humana 2

SERES HUMANOS, COITADOS

Porque se você achou a Centopeia 1 forte, não sabe o que te espera com a continuação.
As atrocidades são maiores e mais crueis.


Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste blog.

Não viu o filme? BAIXE AQUI.

domingo, abril 08, 2012

Impressões sobre Cisne Negro

Post inaugural pra falas de cinema aqui no RDL, pessoal!

Usando o pouco que sei da sétima arte, dissertarei sobre minhas percepções, o que senti assistindo ao filme de referência e alguns outros detalhes técnicos.

Lembro novamente: este texto é totalmente pessoal; mas isso não impede você de comentar ou sugerir, dando a sua opinião acerca do assunto.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste blog. 


 
Muito se ouviu falar de Cisne Negro, que praticamente trouxe consigo milhares de fãs, sem contar as premiações a que foi indicado e as que recebeu, em suma.

Do mesmo diretor do perturbador Réquiem para Um Sonho, Darren Aronofsky nos extasia com sua nova – que eu considero – obra-prima.

Natalie Portman vive Nina, bailarina da companhia que quer remontar o clássico Lago dos Cisnes. Manipulada pela mãe superprotetora – desde a primeira cena, percebemos o quanto a personagem é infantilizada e meiga ao extremo de uma criança – e em busca da perfeição na dança. Escolhida para interpretar a Rainha Cisne da peça original de Tchaikovsky, teria de viver os dois lados da moeda: bem e mal; pureza e sedução; cisnes branco e negro.


Você fica tão vidrado naquilo que, perdido, pergunta-se: ‘’o que tá acontecendo com ela??’’. Algo notável é o balanço e – o que eu chamo de – agito, vibração da câmera, principalmente nas cenas de dança. É isso que impulsiona nossa entrada para dentro do universo de Cisne Negro, juntamente com a fantástica trilha sonora, que conta com uma nova montagem do balé do Tchai, magnificamente nos afligindo e deixando-nos tensos à espera de não sei o quê. 

A parte clichê fica para os sustos, que são previsíveis. O desenrolar dos acontecimentos se dá lentamente enquanto estamos lá, afortunados por poder acompanhar Nina em seu surto psicótico. Lacunas serão preenchidas de acordo com o seu entendimento do filme.

Li por aí que a transformação de BRANCO pra NEGRO, no ato final, entrou pra história do cinema como um dos momentos mais belos. Não tiro nem ponho!

Aquele que ARRANCA da sua boca: ''é por isso que eu amo cinema. Essa obra beira a perfeição!''.
Assistir e querer de novo é fato.


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