Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terror. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, outubro 31, 2013

Especial Halloween 2 - Seleção de filmes

No ''passado'' indiquei um documentário que explica as origens do   nosso tão querido Dia das Bruxas. Desta vez, alguns longas para aterrorizar e ajudar a cumprir o ritual.

(Que ritual?) O ritual ritualístico que fazemos quando dedicamos algumas horas ou todo o 31 de outubro para ver filmes de terror e afins. Alguns links estão disponíveis, pena que a maioria dublados.

1. HALLOWEEN (REMAKE DO ORIGINAL DE 1978)

domingo, julho 21, 2013

Arte Emputecida

Meu terceiro projeto na Internet vem para abarrotar as vias da mente e tirar sua calma - se é que um dia ela existiu. O Arte Emputecida é um blog de downloads e se propõe a trazer aos curiosos e entusiastas do cinema extremo e underground os filmes mais pesados e estranhos que existem, que chocam, que ferem a (nossa) moral e que nos desafiam a um profundo mergulho no abismo da loucura humana.

Pérolas como A Centopeia Humana II, Visitor Q Vase de Noces [The Pig Fucking Movie] já têm seu merecido lugar no Blog. Aproveite para ler as resenhas depois de assisti-los, se for a primeira vez.

quinta-feira, abril 25, 2013

Nagasaki - Parte II

Leia a parte I aqui.

(SUGESTÃO DE ÁUDIO PARA COMPLEMENTAR A LEITURA)


1945: 9 de agosto

A escuridão assentava-se sobre a cidade de Nagasaki, localizada na ilha de Kyushu. O solo perdia as cores habituais e ia enaltecendo-se ao negro: o absoluto negro da morte. A crença tomada por muitos de que a alma se expulsa do corpo quando a vida cessa se dava ali.

Muitos dos corpos não eram mais que um efeito da pólvora; as sombras atômicas se encontravam espalhadas por vários cantos: almas saindo, espíritos se desencontrando num ato emergencial. Um cortejo fúnebre no meio de toda aquela mortandade. 

Horrenda e tristonha era a tal imagem que só quem vivenciava podia perceber. Os ectoplasmas iam em todas as direções, contorcendo-se e urrando gritos de uma dor miserabilíssima. Os errantes em estágio inicial já assentados no inferno comemoravam a melancólica alegria de não terem que passar por todo o espetáculo que a bomba Fat Man produzia; a maldição deles era menor e menos duradoura.

Três dias antes

Naquele 6 de agosto uma vida já estava em processo de geração. Meiying foi carbonizada grávida e nem sabia que uma história de terror começaria ali.

***

O mundo dos espíritos guarda um terrível segredo: sob outra forma, todo e qualquer corpo continua a se desenvolver, não importando as condições em que tenha morrido; e, lá, a morte não é uma possibilidade.

Meiying e Hiroyuki se entreolhavam quando se iniciava a manifestação pavorosa de seguimento à vida. O feto malformado se expelia agora com o sentimento aturdido de Meiying e a indignação do mundo dos vivos. Aborto provocado pela falta de vida de um corpo amaldiçoado à condenação eterna.

‘’Toda a desgraça me acometeu! Eu quero meu filho, isso não é meu filho!’’ Ela não podia aceitar que um pedaço de pele e carne como aquele era parte dela. Gritava abominavelmente emitindo sons que só os espíritos emitem; sons potencializados de pessoas sendo assassinadas brutalmente, sem poder correr ou ver.

1947: 17 de maio-

A família Sakamoto seguia tradicionalmente cada costume japonês, mas não se detinha à não valorização do sexo e tinha em seu cerne a inclinação ao desvio de conduta mais sujo e perverso possível. Os patriarcas criavam cachorros e cavalos, uma atitude incomum no Japão. Usavam-nos para acoplar a genitália de seus filhos aos animais, enquanto assistiam e se regozijavam.

A mãe, Katashi, atiçava os animais masturbando-os e deixando-os lamber os lugares onde escorriam fluidos. O pai, Hajime, urinava e defecava por todo o espaço de habitação dos animais, isso quando não sangrava e escrevia imundícies pornográficas na parede.

Na época de cio, os rituais aconteciam diariamente. Os filhos abominavam todo aquele sofrimento, mas, o que os pais não sabiam, é que, inconscientemente, seus herdeiros adoravam sucumbir às suas vontades, por isso não denunciavam e nunca fugiam de nada. Hajime e Katashi finalizavam com a prática do bukkake, ejaculando e jorrando seus líquidos na face dos adolescentes.

***

Há céticos que ainda duvidam da existência de assombrações. No período da invisível disseminação dos ectoplasmas cada um deles foi direcionado a um lugar. Nagasaki, a mais de trezentos mil quilômetros de distância de Hiroshima, foi bombardeada mais uma vez, só que pelos espíritos andarilhos. Tão incauta e improvidente cidade de Hiroshima, sem culpa nem medo.

Hiroyuki e Meiying se debateram entrelaçados até sua parada final: a casa da família Sakamoto. Que apercebimento horrível tiveram quando presenciaram os rituais sádicos dos patriarcas. Não demorou para que Meiying ficasse muito perturbada e reagisse.

Os púberes, chorando, olharam para cima. Primeiro a parte mais importante da família: Meiying sugou o corpo à parede e engoliu a cabeça de Katashi, aspirando-o, enquanto o sangue irrompia e fazia a parede parecer hemorrágica. Hajime, o primeiro membro da família com desordem mental extrema, sofreu um arranque de órgãos externos quando, violentamente, foi trazido à parede, a um metro de distância de onde o corpo de Katashi agora despencava.

Esparramados no chão sobre a reação apavorada dos filhos. Os mesmos filhos que se jogaram contra a parede ensanguentada em busca de resgatar os pais e acabaram se matando.

Os espíritos vagam. Jamais se retiraram do solo amaldiçoado do Japão. Permanecerão ali por todos os séculos póstumos às explosões da Segunda Guerra Mundial, assombrando quem quer que possam, em busca de renascimento. Estão pagando pela imprudência e desatino do homem, o mero e inconsequente mortal.


domingo, dezembro 23, 2012

Mortuário (conto de necrofilia)

O amor diverge do prazer pútrido e psicologicamente inexplicável de quem transa com a morte, personagem direto desta história. Antonio vive num paraíso inexpressivo, paradoxalmente perturbador, com os cadáveres a que chama de ‘’meus’’.

Joana dos Reis morreu com blue waffle e não podia ser mandada a outro lugar senão ao necrotério de Santa Euliça, para, lá, sentir o que, em vida, não sentiu.

Eram duas da manhã e a essa altura Antonio já havia sentido a extremidade da morte. Ele gostava do cheiro podre que os corpos exalavam, dos fluidos que liberavam e da situação de vulnerabilidade a que estavam submetidos, ‘’todos para mim’’.

A penumbra lá fora era grandiosa e dava luz às ideias daquele homem. Tirou a roupa e se pôs em cima do defunto. A vagina tinha uma quantidade enorme de feridas e pus que Antonio não podia deixar de lamber e penetrar com dedos de mãos e pés... alheios. É que havia mais corpos naquela sala e ele debruçou uma mulher sobre Joana, tomou seus membros e os inseriu nela... Obscuro, as sombras estão me rodeando e eu não vejo nada além do misto entre luz e sua ausência...

– Quem se preocupa com isso? Ela está gozando junto comigo, olha.

É o que fala dentro. Num revirar de olhos sinistros o conjunto mortal de Joana era penetrado vagarosamente e só havia a claridão daquela sala testemunhando tudo. O mesmo teve um reflexo que só melhorou a situação para Antonio... Excitado, ereto e emputecido jogou-o de uma só vez no chão. Fodia mais e mais.

Aquela noite ia ser ainda mais longa.

Antonio guardava ácido sulfúrico no armário pessoal. O homem tirou o sapato do pé direito, jogou uma pequena quantidade no dedão de seu pé e rapidamente o inseriu na vagina de Joana, penetrando a deformidade concomitante do grito que oscilou pelo lugar onde um só trabalhava.

***

Seus gemidos embalaram os passos de um intruso no corredor. Teve que recolocar os cadáveres em seus respectivos lugares e se enfiar num armário de produtos de limpeza. O guarda externo fazia ronda pelo que também era um hospital e ficou longe de um triz para perceber o que se passava ali.

Antonio precisava de mais, precisava saciar sua fome de alma e carnal. Juntou as duas macas, era hora da penetração anal de punho, ‘’eu vou dar todo o meu amor para vocês’’.

A cada estocada as chagas externadas de Joana aumentavam de tamanho e largura. A sala toda fedia como se houvesse alguém em decomposição. Após isto, Antonio se levantou e urinou na boca na segunda mulher.

Lembrou-se de que tinha um pequeno canivete guardado... Buscou-o e arrancou o olho direito da mesma.

Pegou-o na mão e o levou até a vagina de Joana. De uma inserção seguida de mais estocadas, o órgão sumiu dentro daquela cavidade fétida.

A doença ginecológica de Joana já se encontrava perto de seu ânus, por isso não defecava há dias. Como não havia esforço para prender o que tinha de sair, e Antonio entendia daquilo, o corpo desprendeu uma leva enorme de fezes moles. Nessa hora enfiou o pênis e sentiu o excremento adentrar sua glande.

Ainda gemia e revirava os olhos quando achou que estava satisfeito, mas...

– Aaai, aaai! – Antonio ouviu um forte apito dentro de sua mente. Dessa vez aquilo não ia passar.

O vidro com ácido sulfúrico estava no chão. Uniu-se, rosto e corpo, mente e alma, e derramou todo o conteúdo da embalagem sobre si. Quando o enfermeiro matinal chegou, encontrou corpos com as partes de cima derretidas. Começou a sentir algo diferente.

– Eu sinto prazer...

quinta-feira, novembro 15, 2012

Matilha (conto de terror)

No centro de São Paulo funciona um dos cassinos ilegais mais conhecidos da cidade. Emanuel após cumprimentar alguns conterrâneos no bar da esquina passa a ouvir um longínquo assovio e toques de tambor. Dos desdobramentos que seu caminho lhe entregava viu uma adolescente muito negra, trajada de branco, dama de honra, girando lentamente que, de olhos fechados, entregava o amargo gosto do sentimento de morte lenta. Acelerou o passo estupefato por aquela visão agora cravada em sua mente. Sem pensar em olhar para os lados, viu de resvalo chamas de fogo. Sem pensar em parar, virou-se e viu dois corpos se corroendo em brasa.

Mais à frente – e de costumeiro, pensou: ‘’mais um desses, caçando onde dormir’’ – mas aquele era diferente. O espírito zombeteiro do mendigo se manifestava como criança perturbada, prostituta de meia-idade e personificava o Bode-preto como afobado por... ele não sabia explicar o quê. Verdade seja dita que não conseguia fugir da visão que deduzia ser o inferno na terra.

Ficava cada vez mais difícil entender o que estava acontecendo ali. Ao longe, o Edifício Joelma. De sobressalto, a voz de um adulto gritando. Era uma mulher enunciando seu suicídio de forma desesperadora.

Em sua rua encontrava-se o silêncio aterrador. Quando abriu a porta, de perfil, viu uma sombra negra e cabeluda. A comprovação do seu medo veio quando chamou seu gato para vir de encontro a ele – nessa hora ouviu uma voz medonha proferindo frases blasfêmicas em velocidade anormal, porém compreensível; quando adentrou a porta pôde sentir a amargura de vir seu gato com as entranhas todas de fora, sendo devorado por mais uma representação do coisa ruim. O horror cobriu a alma de Emanuel como se um balde de sangue fosse jogado nele.

Correu feito andarilho sem rumo. Francisca, sua vizinha praticante da feitiçaria, ouviu o eco de Emanuel sendo arrastado para as profundezas do inferno. O feitiço para desembocar o solitário mas feliz homem tinha dado certo.

VozVAZIO... Ecoando...

quarta-feira, outubro 31, 2012

Documentário A Verdadeira História do Halloween e o curta To My Mother and Father: especial Halloween

[ATUALIZADO 25/04/13]

Imagem encontrada no MEDOB
Assista ao documentário ''A História do Halloween'', com tudo o que você precisa saber (o surgimento do dia e a impulsão da Igreja sobre a data, a lanterna de abóbora, as máscaras etc.) e mais um pouco. O History produziu, preciso dizer mais alguma coisa? Quem conhece o canal sabe.
Muito bom!

Sinto de verdade por não ser tradição nossa comemorar este tão significativo dia.


A celebração do Halloween começou há séculos como uma festa pagã para honrar os mortos. Hoje, se transformou em um dia para quebrar as regras e usar fantasias peculiares. Esta tradição tem raízes muito antigas, quando na Idade Média, as pessoas iam de porta em porta pedindo guloseimas.

Durante a depressão, as festas de Halloween chegaram a ser tão violentas e destrutivas, que as autoridades civis tiveram que intervir para poder prevenir o vandalismo disseminado nas cidades ao longo dos Estados Unidos.

Atualmente, este ritual gera bilhões de dólares em vendas de doces a cada temporada, e não importa quantas cabeças de abóboras sejam talhadas ou quantas crianças saiam para pedir guloseimas, ainda gostamos de curtir o medo implícito da noite de 31 de outubro.

Curta Para Minha Mãe e Pai. Uma brincadeira inocente culmina na exaltação de uma psicose horripilante.




Doces ou travessuras? Tudo tem um significado
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...