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sábado, junho 15, 2013
Manifestações em São Paulo e pelo Brasil
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domingo, junho 02, 2013
Tropicalidade
– Olha: veja como o Sol está perto de se pôr! As nuvens
parecem perder a magnitude pelas cores ‘irradiadas’ pelo astro rei. Elas se
transformaram num mero capricho do Sol que adora colorir as coisas. Esse mesmo
que cobre nossa fase diariamente e queima sem pudor. Egoísta.
Agora voltemos às nuvens, conjuntos de partículas de água
muito finas. Repare como elas se movimentam e nos enganam com tanta facilidade:
a maestria da magia: você olha e está lá; você olha de novo e sumiu.
Culpa dos movimentos verticais do ar, que não deixam as pobres nuvens se
estabilizarem, coitadas. Mas mais coitada de mim, que nunca consigo pegar uma
delas parada.
Espera – olhou ao redor. – Ainda tem as flores, os animais e
as pessoas geniosas. Nossa flora resguarda preciosidades – todas as flores são – que necessitam de ajuda externa, João. Algumas têm muita classe, são
sofisticadas; outras são esnobes sem um pingo de humildade. As primeiras até
podem ser humildes, vai... Daqui elas vão para mãos humanas, usadas para
refazer resultados de expectativas, resolvendo agora antigos dissabores. Acho
necessário reconsiderar as flores.
Posso definir algumas estruturas de animais como engenhosas
casinhas meticulosamente construídas. Acho a girafa a melhor delas. O olhar doce
dos animais, quando estão em paz consigo mesmo e o mundo aqui fora não os
perturbam, reflete pura ternura, a qual todos os homens poderiam – querendo
dizer ‘’deveriam’’ – compartilhar. Hum... os beija-flores ajudam as flores a se
reproduzirem, pelo processo abiótico.
– Abiótico? Eu achei... – Anna interrompeu-o.
Guimarães Rosa questionou por que os homens não inspiram
ternura como todo animal. A natureza é engraçada do lado de cá. Do lado de lá é
sofisticada. As pessoas são difíceis e não valorizam a barganha da gentileza
que têm em mãos. Reclamam muito quando deveriam compreender que todos estão no
mesmo barco, na mesma miséria. Dão-se muitos reveses, meu amigo.
– Olha, o
Sol está voltando!
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segunda-feira, maio 06, 2013
Tô nostálgico
Dexter, Fergie, Legião Urbana. Tudo começou há alguns dias, quando uma floresta começou a crescer. Era um momento delicado, onde a emoção transpunha a razão, comigo achando que ia conhecer o amor.
''Ele já lhe deu alguma razão para você não confiar nele?''
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quinta-feira, abril 25, 2013
Nagasaki - Parte II
Leia a parte I aqui.
(SUGESTÃO DE ÁUDIO PARA COMPLEMENTAR A LEITURA)
1945: 9 de agosto
A escuridão assentava-se sobre a cidade de Nagasaki, localizada
na ilha de Kyushu. O solo perdia as cores habituais e ia enaltecendo-se ao
negro: o absoluto negro da morte. A crença tomada por muitos de que a alma se
expulsa do corpo quando a vida cessa se dava ali.
Muitos dos corpos não eram mais que um efeito da pólvora; as
sombras atômicas se encontravam espalhadas por vários cantos: almas saindo,
espíritos se desencontrando num ato emergencial. Um cortejo fúnebre no meio de
toda aquela mortandade.
Horrenda e tristonha era a tal imagem
que só quem vivenciava podia perceber.
Os ectoplasmas iam em todas as direções, contorcendo-se e urrando gritos de uma
dor miserabilíssima. Os errantes em estágio inicial já assentados no inferno
comemoravam a melancólica alegria de não terem que passar por todo o espetáculo
que a bomba Fat Man produzia; a
maldição deles era menor e menos duradoura.
Três dias antes
Naquele 6 de agosto uma vida já
estava em processo de geração. Meiying foi carbonizada grávida e nem sabia que
uma história de terror começaria ali.
***
O mundo dos espíritos guarda um
terrível segredo: sob outra forma, todo e qualquer corpo continua a se
desenvolver, não importando as condições em que tenha morrido; e, lá, a morte
não é uma possibilidade.
Meiying e Hiroyuki se entreolhavam
quando se iniciava a manifestação pavorosa de seguimento à vida. O feto malformado
se expelia agora com o sentimento aturdido de Meiying e a indignação do mundo
dos vivos. Aborto provocado pela falta de vida de um corpo amaldiçoado à
condenação eterna.
‘’Toda a desgraça me acometeu! Eu
quero meu filho, isso não é meu filho!’’ Ela não podia aceitar que um pedaço de pele e carne como
aquele era parte dela. Gritava abominavelmente emitindo sons que só os
espíritos emitem; sons potencializados de pessoas sendo assassinadas
brutalmente, sem poder correr ou ver.
1947: 17 de maio-
A família Sakamoto seguia
tradicionalmente cada costume japonês, mas não se detinha à não valorização do
sexo e tinha em seu cerne a inclinação ao desvio de conduta mais sujo e
perverso possível. Os patriarcas criavam cachorros e cavalos, uma atitude
incomum no Japão. Usavam-nos para acoplar a genitália de seus filhos aos
animais, enquanto assistiam e se regozijavam.
A mãe, Katashi, atiçava os animais
masturbando-os e deixando-os lamber os lugares onde escorriam fluidos. O pai,
Hajime, urinava e defecava por todo o espaço de habitação dos animais, isso
quando não sangrava e escrevia imundícies pornográficas na parede.
Na época de cio, os rituais
aconteciam diariamente. Os filhos abominavam todo aquele sofrimento, mas, o que
os pais não sabiam, é que, inconscientemente, seus herdeiros adoravam sucumbir
às suas vontades, por isso não denunciavam e nunca fugiam de nada. Hajime e
Katashi finalizavam com a prática do bukkake, ejaculando e jorrando seus
líquidos na face dos adolescentes.
***
Há céticos que ainda duvidam da
existência de assombrações. No período da invisível disseminação dos
ectoplasmas cada um deles foi direcionado a um lugar. Nagasaki, a mais de
trezentos mil quilômetros de distância de Hiroshima, foi bombardeada mais uma
vez, só que pelos espíritos andarilhos. Tão incauta e improvidente cidade de
Hiroshima, sem culpa nem medo.
Hiroyuki e Meiying se debateram
entrelaçados até sua parada final: a casa da família Sakamoto. Que
apercebimento horrível tiveram quando presenciaram
os rituais sádicos dos patriarcas. Não demorou para que Meiying ficasse muito
perturbada e reagisse.
Os púberes, chorando, olharam para
cima. Primeiro a parte mais importante da família: Meiying sugou o corpo à
parede e engoliu a cabeça de Katashi, aspirando-o, enquanto o sangue irrompia e
fazia a parede parecer hemorrágica. Hajime, o primeiro membro da família com
desordem mental extrema, sofreu um arranque de órgãos externos quando,
violentamente, foi trazido à parede, a um metro de distância de onde o corpo de
Katashi agora despencava.
Esparramados no chão sobre a reação
apavorada dos filhos. Os mesmos filhos que se jogaram contra a parede ensanguentada
em busca de resgatar os pais e acabaram se matando.
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segunda-feira, abril 22, 2013
Impressões sobre Edward Mãos de Tesoura
Uma criatura não terminada, metade humana/metade robô, vive
sozinha na penumbra de um castelo assombrado. Quando sai de lá, sofre grandes
transformações enfrentando suas consequências.
Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.
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segunda-feira, abril 08, 2013
Superando a Depressão
Inaugurei meu novo espaço na Internet hoje, e ele se chama ''Superando a Depressão''. Todo mundo já percebeu que o Facebook é o espaço virtual onde a grande massa está concentrada, por isso minha decisão de investir lá e não criar outro blog.
A missão é conscientizar mentes e preparar pessoas para encontrar a felicidade, sabendo que a depressão é uma doença sem cura e o mal do século (para contestar que vamos muito mal em qualidade de vida). Eu já precisei de ajuda e agora vou passar tudo o que aprendi para quem necessita.
Curta a página, sem divulgação/público meu trabalho vai ser inútil. Vamos prosperar!
*ATUALIZAÇÃO 09/04
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