segunda-feira, abril 22, 2013

Impressões sobre Edward Mãos de Tesoura


Uma criatura não terminada, metade humana/metade robô, vive sozinha na penumbra de um castelo assombrado. Quando sai de lá, sofre grandes transformações enfrentando suas consequências.

Contém SPOILER: detalhes sobre o final e outros. Se não assistiu, recomendo que visite outras páginas deste Blog.















Edward é um humanoide esquisitão, porém doce e meigo que causa furor quando é trazido para uma vizinhança onde as mulheres parecem brotar como formigas. Em sua maioria de fofoqueiras de plantão; mulheres tão coloridas e malucas quanto a falta de orientação de Edward que executa pedidos e ordens sem pensar.

Edward Scissorhands (no seu original) tem uma fórmula poderosa e abusa das cores que se sintonizam com a história e seu protagonista. Um brilhante trabalho da fotografia cinematográfica que, aqui, exerce muito bem o seu papel. A sinfonia de cores nos personagens, nas casas, naquela realidade, convém para abrir caminho à nossa emoção com mais facilidade. ‘’Edward tem mãos de tesoura, não com tesoura’’.

Pensar e fazer comparações com o personagem grotesco e lendário criado por Mary Shelley na primeira década de 1800, Frankenstein (!!), é inevitável. Lendo o livro, é possível sentir na pele o que o monstro feito de partes humanas alheias passa. Sua aflição vira o nosso martírio, assim como a agonia de Edward tentando comer passa a compor nosso estado de espírito, encaminhando-nos ao martírio de nossa emoção. A vontade de chorar pela diferente criação não convencional de laboratório é recorrente, mas sempre considerando todo o conjunto da obra: cores, o sofrimento do protagonista e ele mesmo.

Tim Burton (Os Fantasmas se Divertem, A Noiva-Cadáver, A Fantástica Fábrica de Chocolate e o recente Alice no País das Maravilhas) deixa seu toque frequente de elementos de horror na fantasia em Edward Mãos de Tesoura que todos nós adoramos. De longe, o castelo é sinistro e medonho, mas aquele jardim com árvores receptivas em formatos incomuns é o primeiro passo para entender a pureza que Johnny Depp, como Edward, transmite em sua ótima representação.

Opinião pessoal/expressa: Jamais uma criatura semi-humana foi tão cultuada na sétima arte como essa. Tim Burton e sua obra não podem passar em branco. ‘’Eu acho que ele ainda está vivo, lá!’’


Muito bom!

Um comentário:

Thamires Moraes disse...

Sou apaixonada por esse filme *------*

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