segunda-feira, agosto 20, 2012

Último Retrato



Direção: Abelardo de Carvalho (2009)
Informações: Porta Curtas

A morte, por um fotógrafo que anseia sair da visão comum acerca dela, e crianças.
Pegando emprestadas falas do vídeo, um fotógrafo que deseja representar o irrepresentável quando a parte que é misteriosa e encanta recobre a vida de quem perdeu um ente querido, talvez reverenciando o desconhecido.
Veus, túnicas e o fim da vida... O único destino de que todos temos certeza: todo rosto se apagará.

– Mas por que afinal me fotografas?  pergunta uma das crianças.
– Por quê? Pra mostrar como uma simples imagem pode estar a serviço da memória?

''A câmera não tem senão um olho: a lente. Só pode registrar um fragmento do mundo visual.
O fotógrafo leva com ele um segundo olho: o da seleção.
O artista tem ainda um terceiro: o da imaginação criativa. Este terceiro olho é o que pode penetrar no nosso mundo interior''.

Opinião expressa/pessoal: Causa ausência temporal de fôlego e não é nada superficial.
Pra cima!

segunda-feira, julho 30, 2012

Destino: São Paulo

Percorrendo várias zonas, enfrentando o caótico trânsito, cumprindo quase todas as exigências da programação, assim foram as melhores férias da minha vida. Como costumo dizer, de que importam os defeitos de alguém ou alguma coisa se a parcela mór for de qualidades? 
São Paulo, como todas as outras, é perigosa, arriscada, mas miscelânica, incomparável.

Foram dezenas de viagens; foi o puro divertimento mais o brilho nos olhos...

18/07  Estação da Luz

19/07  Parque do Ibirapuera

20/07  Museu da Imagem e do Som (MIS) [Exposição Mais Amor em SP, térreo] 
Eu deixando minha marca na parede do Museu. A pergunta era: ''O que você mais ama em São Paulo?''

Exposição Georges Méliès, o Mágico do Cinema – 2º e 3º andar
É, o MIS construiu um espaço especial pra quem quisesse assistir à sessão de Viagem à Lua

quinta-feira, julho 19, 2012

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João
 É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
 Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
 A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e Avenida São João


Iniciando minhas férias de julho/2012 num tour pela minha cidade natal, São Paulo, acompanhado da minha gauchinha Carol, aqui comigo. Ah!, e como tem coisa boa no Mercado Municipal; e como é linda a Estação da Luz em qualquer hora. Mais paz, mais amor, mais felicidade, mais carpe diem. Pelo que há de bom, saúde a nós! Férias inesquecíveis, JÁ COMEÇOU...
+ Sampa, do Caetano.

sábado, julho 14, 2012

Inverso

Já sou eu quem decide fazer e tirar o máximo de proveito da minha vivência. Ensandecida pela possibilidade de um dia voltar a enxergar; mas sei que é impossível. Não adianta fé – eu tenho, e assim me contradigo. Paz interior. No momento, maravilho-me pela existência e a cada belo dia (de céu limpo/cantado pelos pássaros), ou não (aqueles escuros, que sugam sua energia; que dão vontade de enrolar-se num cobertor com pipoca e refrigerante... Talvez chorar? Você acha: ‘’que dia lindo para se suicidar’’), levanto-me, erguida, prosseguindo o que me foi dado.

E que os dias ruins e as crises de choro desçam pelo mais profundo e possessivo ralo, para que eu, assim, possa continuar a ser feliz. Pois enquanto choras, não sendo emoção o motivo... Digo, não exagere no ato.

Apalpo tudo o que tenho pela frente. Decido ir ou ficar, experimentar ou continuar receosa ao gosto que pode ter, deixando de fazer. Independo do sentimento que destroi-nos por dentro.

De outubro, época do meu aniversário, a janeiro, época da saída do velho e entrada do novo, sou banhada e vejo repassar alguns dos importantes e mais felizes acontecimentos do ano.

Paz interior. Sorrisos. Gratificação. Abastecimento. Fortalecimento. Querer. Superação.

Saiba que há uma vida lá fora para se viver. Isto está como uma informação plantada num microchip em nossa cabeça, porém você, atingido, parece não o saber. Rasteiras não devem desanimar, o tempo entrega tudo! Agora, se achar tão sacrificante e difícil, pense em mim.

Da monotonia, renascimento. Deitada, trespassando as horas... Até que levantei com a visão do jeito costumeiro, sacudi meus olhos intencionando me livrar de não sei o que, e percebi que podia enxergar.

Pelo novo viver, a prece aos mortos foi eliminada.
 
Penso que não cegamos, penso que estamos cegos,
Cegos que veem, Cegos que,
vendo não veem(Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago)
cegos que, vendo não veem

terça-feira, junho 26, 2012

Pedrinho Matador e Maníaco do Parque: ficha atual

[ATUALIZADO - 01/02/13]

Pedro Rodrigues Filho, na cena como Pedrinho Matador. Homicídio: mais de 100 vítimas, segundo suas próprias contas. 71 crimes confirmados, não tendo sido condenado por todos. O criminoso que pegou a maior pena da história carcerária do País: 400 anos sendo 30 de permanência permitidos pela lei brasileira tendo cumprido 34 deles, passando o ''pequeno'' Bandido da Luz Vermelha.

Pedrinho não é canibal, mas expressa sua ira do modo mais radical que existe: matando. Encéfalopata, descarrega a raiva, sai sem culpa; não entende a gravidade de seus crimes. Além da maior pena, o maior assassino de todos os tempos.

Sua filosofia: ninguém vale merda nenhuma.
Suas vítimas: somente bandidos, gente de má índole. Argumento que se mantém de pé até a segunda página.
Da entrevista: ''Tinha vez que até eu tinha medo de mim.''

Francisco de Assis Pereira, na cena como Maníaco do Parque. Canibalismo presente mastigar a vítima , sem vontade de matar. Estuda antes de agir; outra de suas marcas é o jogo de sedução. ''Inteligência a serviço da morte''. Maníaco atraía/perseguia, estuprava e matava. Escapou das mãos de Pedrinho Matador, que nunca deixou de jurá-lo de morte, por enojá-lo. Foi a entrevista de Marcelo Rezende com ele e seu clímax que me motivou a fazer este post.

Sua defesa: diz-se vítima de um mal, ''aquela forma maldita''; as pessoas, por conseguinte, vítimas do mal que estava nele.
Da entrevista: ''Qual o ser humano que não tem uma lábia?''

E para quem não conhece-os, imaginando serial killers só no exterior, pela ficção, pelos livros que chegam aqui que passamos para ESTADO: ESTARRECIDO, com a mente ou os sentidos perturbados. Além de existir perigo, há o estágio além, presente aqui, no Brasil.

O que me motivou a trazer a edição do Repórter Record (10/06/2012) pra vocês pode ser visto aos 23:35 em diante do vídeo. Com a adição de trilha sonora da edição, ficamos com um material aterrador. Quem imaginaria que a pergunta do jornalista ao Maníaco do Parque traria uma resposta como a tal.

Assista ao doc, direto do R7
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